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20 de mai. de 2020

Direita e Esquerda na Umbanda



A DIREITA NA UMBANDA


A direita é a face mais conhecida da Umbanda. É nela que estão as entidades que são os símbolos mais conhecidos da religião. Existem três linhas principais na direita tradicionalmente e elas formam uma trindade Umbandista, são um tripé sobre o qual a religião está assentada: Pretos-velhos, Caboclos e Erês. 
A trindade preto-velho/caboclo/erê representa, respectivamente a sabedoria, a força e a pureza. Representam, ainda, um aspecto tríplice da missão da direita na Umbanda: ensinar, carregar e purificar. 

A Sabedoria -  Pretos-Velhos


O Umbandista está sempre em busca da sabedoria e tal virtude é simbolizada nos mais velhos, que já viram de tudo e podem nos aconselhar sobre quais caminhos são melhores de percorrer no mundo. As entidades que trabalham nas linhas de preto-velho estão entre as mais experientes, elevadas espiritualmente e sábias que baixam em um terreiro. São tratadas com atenção especial pelas outras entidades porque assim como no físico, no astral também é ensinado a ouvir os que viveram mais e sabem mais do que nós. Representar o ensinar na Umbanda por motivos óbvios, a detenção de grande conhecimento e sabedoria. 

A Força - Caboclos

Os Caboclos são a mais expressão da presença ameríndia na Umbanda. Caboclo é imediatamente identificado como índio, embora nem todos o tenham sido. São representantes da força, trazem a energia bruta da direita, a força das matas, dos rios, das pedreiras para vibrar na Umbanda e ajudarem os necessitados que acorrem aos terreiros em busca de auxílio. Representam o carregar porque sua simples presença exala energia pura dos pontos de força. 

A Pureza - Erês



Jesus Cristo dizia que quem não se fizer como as crianças não poderá adentrar no reino dos céus. Significa que a pureza de espírito é indissociável da evolução espiritual. A função das crianças é trazer a pureza, trabalhar o emocional tirando os estresses, as preocupações, as dores do espírito. Nos levar à nosso eu mais leve, mais puro. Não é à toa que seus instrumentos de trabalho, os doces, costumam aliviar até mesmo os maiores estresses ou preocupações. Embora, tais como os doces, não podemos querer apenas a pureza dos Erês. É preciso da sabedoria dos preto velhos para entender a vida e a força dos caboclos para não desistir dela. A grande diferença dos erês como representação da pureza é que a energia pura pode penetrar em qualquer espaço, então é característica das crianças a possibilidade de viajar entre diferentes vibrações, razão pela qual é muito comum essas entidades darem recado das outras aos seus médiuns. 

Um médium de Umbanda dificilmente não possuirá ao menos uma entidade de trabalho em uma das 3 linhas citadas acima. São elas as grandes propulsoras da sabedoria, da força e da inocência, todas essenciais para o desenvolvimento espiritual e pessoal. 



A ESQUERDA NA UMBANDA


A esquerda da Umbanda é o grande pólo de equilíbrio, é a corda que segura a lona de pé para que o circo possa fazer seu espetáculo. Existem diversas linhas de entidades que trabalham na esquerda, descarregando e protegendo os trabalho. Entretanto, tal como na direita, é possível fazer uma divisão básica das linhas elementares. 

Exu: Grande guarda dos trabalhos, responsável por manter as coisas ruins de fora de uma corrente. Grande conhecedor das artes negras para que possa combatê-las. Exu é o pólo masculino da esquerda. Ele vibra combatendo a energia dos vícios ligados à energia masculina, a agressividade, a violência, o desregramento financeiro, a falta de foco para o trabalho e o sexo desregrado. 

 Bombogira: Muitas vezes considerada um Exu feminino, pela confusão normalmente feita entre suas funções. Bombogira combate os excessos ligados à energia feminina fazendo par com exu, o desequilíbrio emocional, a passividade doentia, desregramentos financeiros e sexuais. 

Em regras gerais, de forma simplista, podemos dizer que Exu lida com problemas materiais e Bombogira com os emocionais, mas é apenas uma divisão grosseira para que se entenda que cada um tem seu papel. A verdade é que os papéis são similares, porém complementares, um não substitui o outro. Por tal razão, todo médium de trabalho possui um casal dessas entidades que trabalham junto consigo auxiliando. 


Exu-mirim e Bombogira-mirim: São as crianças da esquerda. Tal como as crianças da direita, representam pureza, no entanto, trabalham nas zonas de maior densidade psíquica. Sua função de forma simbólica é proteger a pureza da corrupção, enquanto a dos erês é elevar a pureza. Na prática, são entidades que por transitarem com facilidade entre os os níveis vibracionais, podem levar mensagens e força para que o trabalho dos Exus e Bombogiras seja realizado, servindo de ponte entre a força dos guardiões e a mãos trabalhadoras dos benfeitores da esquerda. Por tal razão, não é necessário que um médium tenha um casal formado por Exu-mirim e Bombogira-mirim. Assim como no caso dos Erês, é possível ter um masculino e outro feminino, dois masculinos, dois femininos ou tantos quantos a espiritualidade julgue necessários, sejam de quais sexos forem, inclusive nenhum, pois não é linha de trabalho cuja incorporação se faz imprescindível.

Essas são as linhas mais tradicionais, com exceção dos últimos, exu e bombogira mirim, que não são vistos em toda parte. Embora existam outras correntes de trabalhadores astrais na Umbanda, começar falando apenas sobre estas é uma ótima forma de mostrar como a religião funciona no astral. Em outro post falaremos de outras linhas de trabalho da esquerda e da direita.
Créditos das imagens: pixabay.

3 de mai. de 2020

Iniciação à Umbanda - Resenha de Livro



Sabem aqueles livros antigos que você do nada descobre que saiu uma edição novíssima e você não pode perder? Foi assim com o livro Iiniciação à Umbanda, de Dandara e Zeca Ligiero. 

Se trata de um volume lançado inicialmente no ano 2000, eu conhecia o autor por outro livro dele chamado Iniciação ao Candomblé, que achei muito didático e instrutivo. 

Este relançamento não possui mudanças no texto, apenas adaptação ao novo acordo ortográfico, o que é interessante porque você saberá como a obra era tal e qual, porém, também tem seus pontos negativos porque o autor pode ter estudado muito mais coisas, adquirido mais conhecimentos e acaba por não atualizar.

Enfim, a Editora Pallas está de parabéns pelo trabalho, é primoroso e luxuoso, a capa super confortável de pegar. Infelizmente identifiquei um pequeno erro na pag. 156, faltou colocar o título do tópico destinado aos preto-velhos, mas nada que desmereça, vale a pena ter na estante. 

Sobre o conteúdo do livro em si, me surpreendeu a profundidade da pesquisa bibliográfica empreendida pelo autor. A gente espera um texto simples com tópicos genéricos de introdução à religião pelo título e recebemos um conteúdo de nível acadêmico, porém, com linguagem simples e acessível. 

O livro tem esse notável mérito de apresentar uma pesquisa com muitas fontes para o leitor. Diferente da maioria dos textos introdutórios onde o autor repassa sua visão pessoal, muitas vezes recebida de forma oral e o leitor acaba com várias ideias conflitantes na cabeça após ler vários livros de tradições diferentes. 

Pesquisas de estudiosos nacionais e internacionais vão sendo apresentadas enquanto conceitos complexos são exposto e você acaba com uma visão bem clara sobre muitos elementos da religião. 

O ponto alto do livro com certeza é a exposição que o autor faz da tradição Banto/Congo para a Umbanda e as religiões afrobrasileiras em geral, tradição tão menos conhecida que a Yoruba (que nos legou os orixás da Umbanda) mas que trouxeram o estilo de trabalho, a pemba, os pontos riscados, entidades como a Bombogira, dentre tantas outras coisas que o Umbandista comum muitas vezes ignora. 

Entretanto, a meu ver, ao chamar atenção para essa ignorância quanto à tradição Congo, o autor acaba por subestimar a herança indígena da Umbanda. Ele demonstra que muitas coisas que consideramos tipicamente indígenas já estavam presentes na tradição que os negros do antigo Reino do Congo trouxeram ao Brasil. Acontece que, como nordestino que sou e adepto de Umbanda e Jurema Sagrada, a herança indígena para mim é muito marcante, bem como para muitos adeptos que tem enorme carinho por entidades de Umbanda oriundas da Jurema, como a própria Cabocla Jurema, seu Zé Pelintra, Zé Sibamba, dentre outros. 

Considerando que o autor basicamente se dispõe à expor as entranhas da Umbanda carioca, não debruçando-se sobre as tradições nordestinas, é uma falha compreensível, ou sequer é uma falha, mas acho importante chamar atenção para tal ponto porque, eventualmente, um leitor desavisado pode considerar que Umbanda não tem nada de indígena porque o intercambio de práticas espirituais entre dos nossos índios com as outras raças se deu de forma mais forte no Norte e Nordeste que nas outras regiões do país. 

Também gera um pouco de incômodo o autor chamar de "mito" a clássica história da fundação da Umbanda por parte de Zélio de Morais, cuja linha de trabalho é chamada de "Umbanda Católica". Embora como tudo mais no livro seja racionalmente explicado, a gestação deste termo "Umbanda" se deu a partir do grupo formado por Zélio, se expandindo e sendo hoje como uma grande mãe onde diversas tradições com inclinações mais católicas, mais kardecistas, mais indígenas e/ou mais africanistas se reúnem sob um mesmo manto de amor.

Embora o próprio Zélio nunca tenha se proposto a ter qualquer propriedade sobre o termo Umbanda, nem o grupo espiritual que ele deixou, que existe até hoje conduzido pela sua família, nomes tem poder, portanto acho importante ressaltar que este nome foi criado ali naquele grupo, se expandindo e denominando dezenas de outros grupos diversos de modo que hoje não podemos reduzir Umbanda  a nenhuma tradição e se considerarmos a Umbanda tal qual é praticada, é impossível dizer que alguém fundou esta UMBANDA como um todo. Entendo que é a isto que o autor se refere, portanto, não há nenhuma má intenção na forma como ele expõe. Na verdade, ele está certo, se considerarmos que ele fala dessa universalidade que hoje temos. Da mesma forma que humildemente considero estar certo, e não estou sozinho nessa, em separar o joio do trigo dando a Zélio o que é de Zélio.

É isso, excelente dica de leitura, iniciei na noite de um dia e terminei na manhã seguinte. Deveria ter na biblioteca de todo Umbandista zeloso. A bibliografia cuidadosamente destacada com máximo zelo é um espetáculo a parte e abre a mente para novos horizontes caso o leitor queira se aprofundar em algum tópico específico. Foi o meu caso, já estou lendo outro livro, bem como assisti uma palestra para esclarecer pontos que o autor levanta e aguçou demais a curiosidade.

Por fim, eu sei que são dois autores, mas escrever tudo falando apenas autor facilita demais. Obrigado, então, aos autores, Dandara e Zeca Ligiéro por este primor, bem como à editora Pallas por relançar esta importante obra e ainda ter tanto zelo nos materiais, diagramação, tudo.










9 de abr. de 2020

Desenvolver a Mediunidade

            


Faz um bom tempo que escrevo sobre este assunto, entretanto, apenas para o grupo fechado de trabalho mediúnico que faço parte. Resolvi ampliar mais, discutir mais sobre como mediunidade é uma faculdade natural que qualquer pessoa pode desenvolver, em especial no que toca à Umbanda, então posto a introdução deste trabalho, que é em forma de perguntas e respostas, que deve se tornar algo maior em breve. 



O que é mediunidade?

Mediunidade é a faculdade possuída por todos os indivíduos, em diferentes graus, como seres interdimensionais, de proporcionar o intercâmbio de energias, vibrações e comunicações entre tais dimensões. Somos todos médiuns, uma afirmativa muito verdadeira.
O ser humano está inserido em diversos planos distintos. Sua matéria está no mundo físico, o espírito desdobrado em dimensões espirituais. Como a interdimensionalidade dos corpos é inerente a todos, a mediunidade também o é.

A mediunidade é dom ou pode ser desenvolvida no decurso de uma encarnação?

Certamente que sim, a mediunidade pode ser desenvolvida. Se todos os demais atributos do ser humano, seja a inteligência, a memória, a saúde física, bem como a moral podem ser melhoradas no decurso de uma encarnação, nada mais lógico que a habilidade de mediar entre as realidades física e espiritual também o possa.
A palavra dom pressupõe algo que existe na essência do indivíduo e o faz exercer determinada atividade ou prática de forma mais fácil e de maneira superior às pessoas comuns. Tomada esta definição, não concordamos a ideia de dom para se referir a mediunidade. Não é dom e sim faculdade, habilidade. Existe em um nível inerente a cada pessoa, mas também pode ser desenvolvida, inclusive por se manifestar de diversos modos.

Qual a diferença de mediunidade para paranormalidade?

A mediunidade é o intercâmbio entre mundo físico e espiritual. Paranormalidade são habilidades humanas que fogem ao senso comum, ao que é esperado do homem médio. Poderíamos dizer que todo médium é paranormal, mas nem todo paranormal é médium, vez que o paranormal pode apenas manifestar energia mental em nível superior às pessoas comuns ou fazer a mediação, mas não entre mundo espiritual e físico e sim mental e físico.

Que tipos de mediunidade se trabalha na Umbanda?

A Umbanda trabalha principalmente com a mediunidade de incorporação. Tal forma de manifestação mediúnica é tão presente que muitos pensam ser a única trabalhada, o que é um engano. Trabalhar na Umbanda de forma ativa exige um domínio de diversas formas de intercâmbios de forças e comunicações. Dentre outras manifestações, a Umbanda lida com mediunidade de cura, clarividência, clariaudiência, psicografia, escrita intuitiva. Nem sempre são desenvolvidas e trabalhadas individualmente, mas despertam se aprimoram com o esforço constante e a dedicação na melhora das próprias habilidades, bem como na melhora moral e espiritual.

Quem pode desenvolver?

Qualquer pessoa pode desenvolver, é recomendável apenas que se procure ter consciência dos próprios limites e não se force a alcançar nenhum nível em nada por comparação aos outros ou quaisquer outros motivos que não sejam o simples desejo de ajudar ao próximos. Principalmente quando se trata de mediunidade de incorporação, pelos mais diversos motivos, tal mediunidade pode não ser adequada e até mesmo não ser possível de ser desenvolvida por determinada pessoa em determinado momento ou determinada vivência terrena. O que não impede que outras mediunidades possam ser desenvolvidas. O médium na Umbanda deve sempre ser visto, e ver a si próprio, como um instrumento da espiritualidade maior. Nem mais, nem menos. Se deseja dedicar-se à mediunidade, ponha-se à disposição dos benfeitores espirituais e estes irão guiá-lo para a forma de trabalho na qual será mais útil.

O que é desenvolvimento mediúnico?

Dá-se o nome de desenvolvimento mediúnico ao conjunto de prática destinados a trabalhar a mediunidade. Seja no sentido de despertar - quanto esta encontra-se em nível praticamente imanifesto, seja no sentido de aprimorar - quando já se encontra com algum grau de ostensividade.










1 de jul. de 2017

Deus na Umbanda: Zambi, o Incognoscível - A Origem e o Destino dos Espíritos (psicografia)


Abaixo texto psicografado acerca da visão umbandista de Deus e da natureza do espírito.

Uma das maiores dificuldades no entendimento da teologia de Umbanda para um Leigo é diferenciar Zambi dos Orixás. Em especial de Oxalá, tido como pai da criação. Dita dificuldade é por vezes relativizada em razão da analogia direta que se faz com o conceito cristão de trindade: pai, filho e espírito santo. A Umbanda porém, como religião completa, apesar de prestar tributo à tradições antigas das quais herdou vários conceitos, não precisa do conceito de santíssima trindade para complementar sua visão de Deus.
A melhor forma de deixar claro a total independência da Umbanda é deixar claro que o conceito de Deus, expresso em Zambi é completamente diferente do papel atribuído ao Pai na tradição Cristã. Segundo a Bíblia, Deus criou céus e terras, criou pessoalmente o homem, árvores e animais, tal é a visão aceita pelo cristianismo. Na visão de Deus como três pessoas distintas - pai, filho e espírito santo - é possível inferir que todas estavam presentes no momento da criação. A Bíblia relata, ainda, a convivência direta de Deus com seres humanos, através de conversas, da oitiva de preces e ainda, escrevendo através de homens especialmente inspirados, um livro sagrado.
A Umbanda, como religião universalista, entende que toda tradição religiosa possui uma função na elevação espiritual da humanidade e, como tal, jamais deprecia nenhuma prática ou crença, desde que esta tenha como foco a melhora do homem como ser e o respeito à obra divina materializada no universo. Entretanto, sua independência deve ser explanada para deixar claro a todos que o umbandista não deve coerência doutrinária aos adeptos de nenhuma outra tradição. É o que ora se propõe a fazer.
Zambi é a energia suprema, a fonte primordial, não criada, não gerada, não sujeita ao tempo, o uno, de onde todos saímos e o norte para o qual tudo vibra como a agulha de uma bússola. A melhor palavra para definir Zambi é incognoscível, que significa aquilo que não se pode conhecer. Zambi é força além de toda inteligência e compreensão humana. Apenas em nossa total realização espiritual poderemos almejar compreender um milésimo do que ele significa. É a perfeição em todos os polos e sentidos.
 Zambi não julga, não sente raiva, não se vinga, não toma partidos, não escolhe ninguém. É como o sol que brilha sobre a cabeça do justo e do injusto, a chuva que molha o rico e o pobre. Toda e qualquer criatura, dos elementais das pedras, passando por vírus, bactérias, animais, plantas, seres humanos, entidades cósmicas e Orixás, tudo está abaixo dele, inserido nele e vivendo por ele. Não é divindade tribal, nacional e nem mesmo planetária, nenhuma religião conseguiria explicar sua grandeza, nenhum livro seria capaz de conter sua essência e não há ninguém capaz de expressar sua vontade.
Oxalá é a luz de Zambi, o princípio criador que surge da fonte suprema, nossa ligação mais próxima com Deus e o caminho ao alcance de todos para chegar até ele. A luz branca de Oxalá, como um prisma, ao se manifestar na criação divide-se em diversos matizes e tons, é o amarelo de Oxum, o vermelho de Ogum, o preto de Omulu. A presença da luz só é possível revelando-se seu oposto, expresso em Exu. E para que tais forças possam ter autoconsciência, é preciso a mente, ai entra Orunmilá. Nomes de forças e energias primordiais, que em outras religiões podem receber outros nomes, sem alteração algumas em suas essências primárias.
Estas luzes divinas que a tudo permeia e que manifesta todo o universo, também é o berço criadouro das almas. Energia vibrante que surge a partir da aquisição da senciência pelos princípios elementais da natureza. Assim, a energia vibrante do metal, dos rios, dos mares, da terra, das pedras, dos ventos e etc, ascendem do reino elemental à matéria, manifestando-se nos reinos vegetais. Aprendendo a ter sensações e transformar a energia nas plantas, estes princípios adquirem os instintos animais, encarnam e reencarnam nos mais diversos animais, especialmente naqueles afins à energia primordial (orixá) que o gerou. 

Seguindo a trilhar esta senda, adquirem então estas energias a autoconsciência, despertada na encarnação humana. Mesmo como ser humano, aquele princípio continua a renascer sob a regência da luz divina que o gerou. A pequena fagulha de energia das cachoeiras, ao passar por todos os reinos até o humano, sempre será um filho de Oxum. A pequena fagulha do metal primário sempre encarnará como filho de Ogum. Desta forma, as energias da natureza - Orixás - passam a representar na personalidade e arquétipos humanos suas qualidades energéticas naturais. Surge então o Ogum Guerreiro, o Xangô da justiça, A Iemanjá mãe amorosa e etc. 

Entretanto, não basta a estes espíritos reencarnarem sob única regência do seu Orixá pai. Toda e qualquer força no universo veio de Zambi e todas vibram de volta à Zambi. Zambi é nosso destino, incognoscível e inalcançável, mas que nosso espírito nunca cessará de buscar. Oxalá é a estrada, é a perfeição espiritual personificada, o guia seguro que Zambi legou a todos. Assim, todas as luzes buscarão em si a completude desta luz branca perfeita. Para tal, precisamos reencarnar mais e mais, recebendo em diferentes vidas as vibrações de todos os Orixás, para nos tornarmos perfeitamente evoluídos em todas elas e assim nos aproximarmos de Zambi cada vez mais. Tal é a função dos Orixás de frente e adjunto (juntó). 

É um movimento obrigatório, como a limalha de ferro que ao ser exposta ao imã, sempre vibrará em sua direção até alcançá-lo. Todos vibram de volta à Zambi e mesmo os mais resistentes, cedo ou tarde, prosseguirão em sua evolução. O rio corre para o mar e todo princípio energético neste grande rio existencial corre para o mar que nos  gerou  todos.
Desta forma, se explica também a  existência de filhos de todos os orixás. Assim como para a realidade e a natureza existirem, um sistema harmônico de forças precisa estar em ação constante. A vibração dos componentes de tal sistema em direção à sua origem é igualmente necessária. 
 
Os Orixás princípios energéticos da natureza buscam sua completude na energia natureza humana, e vice-versa. Os orixás princípios da energia masculina buscam sua completude na energia feminina, e vice-versa. Os orixás que estão além do conceito de masculino e feminino, por regerem o destino, buscam sua completude na aquisição e entendimento destas forças duais. Os orixás do espírito buscam a completude com o da matéria, sendo a recíproca também verdadeira. O destino, Oxalá-Obatalá, o princípio da perfeição (não confundir com o Oxalá princípio energético da natureza, que faz par com Nanã), aquele que nos guia ao incognoscível. 

Somos todos pequenos Omulus, Oguns, Xangôs, Iemanjás, Oxuns, Oxóssis, Nanãs, Óyás, Exus e etc, na longa, eterna, única e verdadeira jornada de volta à fonte suprema, completando e reiniciando os eternos ciclos da existência.

Na paz de Deus,

Em 22/06/2016, recebido do Caboclo Ubirajara, médium: C.I. Morais .

4 de jul. de 2016

Benzimento com Sal Grosso Contra Mau Olhado e Feitiçaria


Este benzimento pode ser feito em si mesmo ou pelos outros.
Ter um recipiente com brasas (caso não tenha fogão a lenha, usar turíbulo ou fogareiro), acender uma vela para o anjo da guarda de quem vai ser benzido. Um recipiente com 7 pitadas de sal grosso deve estar à mão. Repita a reza 7 vezes e a cada vez, jogue um pitada de sal nas brasas e benza as brasas enquanto diz. (não é necessária a presença de quem está sendo rezado).

Por Deus pela Virgem
Por tudo que é Santo
Se quebre esse encanto
Com pedra de Sal.

Se for mau olhado
Se for malefício
Por tudo que é santo
Eu quebro esse mal

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. (7x)

Sal Grosso: como Usar em Defesa Mágica, Benzimentos e Combate ao Mau Olhado





Uma regra geral para todas as pessoas que convivem em sociedade é o permanente intercâmbio de energias. Sejam boas ou ruins, as energias das pessoas e coisas ao nosso redor estão sempre em contato conosco. Considerando que na maioria das vezes temos dias tensos, cansativos, lotados de trabalhos, estudos e tarefas domésticas, nosso campo energético costuma estar sempre eivado de energia negativas que, deixadas quietas acumulando, acabam por trazer grandes malefícios.

Além disso, às vezes chegamos até mesmo a sermos alvos diretos de energias deletérias, sejam mal olhados, energias negativas de espíritos viciados e obcessores e até mesmo mandingas trevosas que possam nos ter sido direcionadas.

Um ditado popular porém, se mostra bastante certo, de que a providência divina não coloca nada nas nossas costas que não possamos carregar. Quem estudar mesmo por alto práticas de defesa descobrirá que tem à mão quase sempre excelentes "detergentes astrais", produtos que servem de proteção e limpeza de energias negativas. Em outro post, falamos do ALHO e agora vamos falar de um mais comum ainda que aquele, O SAL.

O sal é elemento mineral onde está condensada a energia dos mares, é o elemento descarregador por natureza. Todo e qualquer tipo de energia é removido e asseado com o sal, inclusive energias positivas. O sal, pode-se dizer, "reseta" as nossas energias, deixa tudo limpinho, zerado, para que possamos nos recarregar com as energias que melhor consideremos úteis. Ademais, é útil para várias práticas diferentes de limpeza. Ensinaremos algumas.

NOTA: na maioria das vezes, o melhor sal á ser usado é o grosso, apenas em alguns casos o sal de cozinha será mais útil.

Simpatia para o início de coisas novas darem certo:

Uma antiga simpatia para sempre que formos começar uma coisa nova: seja um emprego, seja inaugurar um carro novo, um tênis ou até chegar em uma morada nova, colocar uma pequena pedra de sal grossa na boca.

Simpatia para visitar inconvenientes irem embora

Quando estiver abrigando (em visita ou hospedagem) em casa pessoas inconvenientes, ou mesmo, pessoas queridas mas que naquele momento você não está desejando a companhia delas por mais tempo, ligue o fogão da sua casa (se tiver a lenha, prefira, senão, use a gás mesmo). Jogue pequenas quantidades de sal no fogo, visualize as visitas indo embora enquanto o fogo ficando avermelhado.

Simpatia do Sal para quando Alguém Jogar uma Praga

Quando você tem certeza que alguém quer seu mal ou a pessoa diretamente jogou alguma praga ou prometeu fazer algo negativo espiritualmente. Pegue o nome completo da pessoa e coloque em um potinho com sal grosso. Deixe pelo tempo que se mostrar necessário. Ao colocar, visualize que não deseja nenhum mal para aquela pessoa, apenas quer que tudo que ela lhe desejar ou lhe fizer de ruim, que seja consumido por aquele sal.

Potinho de Alho e Sal Grosso para Proteção

Coloque um potinho de sal grosso e 1, 3, 5 ou 7 dentes de alho roxo e deixe em sua mesa de estudo, de trabalho ou até mesmo carregue em sua bolsa se for confortável fazer isso. Terá a função de proteção.

Banho de Sal Grosso

Amorne bem um litro de água, coloque 7 pitadas de sal grosso e banhe da nuca para baixo quando a temperatura ficar agradável o suficiente. Este banho limpará todas as energias impregnadas no seu corpo. Após ele, tome logo em seguida ao corpo secar um banho de alfazema, manjericão ou rosas brancas, usando o mesmo procedimento. Um banho com as 7 pitadas de sal e 7 talinhos ou folhas de canela tem a dupla função de descarregar e carregar positivamente (a canela ajudará no campo material, financeiro e melhorará sua energia em relação ao sexo oposto). Escolha uma planta que tenha a ver com a área que você quer energizar na sua vida.


E você, conhece alguma mandiga de sal grosso que queira compartilhar, deixe nos comentários, juntamente com as dúvidas que tiver.

Axé a todos.

26 de out. de 2015

Umbanda para não Umbandistas - Livro Gratuito




A ideia para este livro surgiu a partir das dúvidas que iam se repetindo entre as pessoas que vinham a conhecer a Umbanda nas sessões de estudo e de prática do Instituto Cultural Taba de Oxalá, um círculo pequeno mas focado em muito estudo e desenvolvimento.

Muitas coisas eram esclarecidas pelas próprias entidades, outras, por quem tinha um pouco mais de estudo que os demais. Considerando que muita gente se sente atraída pela Umbanda, porém, poucos sabem reconhecê-la em sua totalidade, diferenciando-a de outras práticas e doutrinas. Organizei este trabalho contando com a ajuda de muitos, apesar de tão singelo e pequeno o livro, as dúvidas de várias pessoas foram essenciais e a colaboração dos conhecimentos não só dos membros e médiuns, mas principalmente de todas as entidades, nossos grandes professores espirituais.

O livro é esquematizado em duas partes:

1. Perguntas e respostas: São mais de 50 perguntas colhidas entre aquelas mais comuns entre leigos e iniciantes - o que é Umbanda - Quais as Linhas da Umbanda - Porque o consumo de bebida - O conceito umbandista de céu e inferno.

2. Pequeno dicionário umbandista: Onde um breve conjunto de termos é apresentado com o intuído de proporcionar um melhor entendimento para quem inicia do jargão utilizado nos trabalhos.


Esperamos que sirva este livro para tirar dúvidas e limpar preconceitos.

Axé a todos.

Compre a versão impressa aqui: https://www.clubedeautores.com.br/book/196810--Umbanda_para_nao_Umbandistas#.Vi699PmrTIU

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16 de jan. de 2015

Cabra Preta Milagrosa - Boa ou Má Entidade? e Como Fazer Pedidos



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Ela vem do maranhão
da cidade de Codó
Ela é a cabra preta
desenlinha e desata os nós



Cabra Preta Milagrosa Funciona? Existe? É boa ou má? Como fazer um pedido à Cabra Preta? 
Vamos responder a estas questões nessa postagem. 

A Cabra Preta, conhecida de forma praticamente universal entre estudantes de esoterismo e ocultismo graças à famosa Oração da Cabra Preta Milagrosa presentes nos livros de São Cipriano, é uma entidade que possui muitas fascetas e muitas interpretações para cada uma delas.

Do ponto de vista ocultista, podemos dizer que se trata de uma egrégora bem poderosa, pois é conhecida muito além das fronteiras dos ocultistas tradicionais. Umbandistas, católicos, evangélicos, milhões de pessoas dentre essas religiões e várias outras conhecem a controversa figura da cabra e muito temem seus poderes, enquanto outros zombam dele.

Se valer a máxima “falem mal, mas falem de mim”, então a cabra preta está muito bem servida, pois são muitos, em diversas doutrinas, que falam dela.

Mas servirá tal entidade apenas para fins maléficos? Deverá ser associada sempre aos terríveis nomes que acompanham o seu na oração do livro de São Cipriano? Como praticante de Umbanda, com muita satisfação, posso dizer que dentre as várias religiões sincréticas que foram incorporadas ou são irmãs do credo umbandista, essa figura aparece em várias acepções, nem sempre sob conotação negativa, vamos classificar algumas:

  1. A Cabra Preta como entidade satanista-luciferiana: Diversos praticantes de luciferianismo referem-se à Cabra Preta como uma entidade tipicamente satânica. Embora vários possam considerar a mesma uma brincadeira de criança ou de pessoas ingênuas, muitos afirmam inclusive já terem obtido resultados com pedidos nefastos feitos à Cabra, como amarrações, dinheiro e etc.

  1. A Cabra Preta como entidade encantada: Já adeptos de Catimbó-Jurema-Encantaria referirem-se à Cabra como um ser encantado, ou seja, uma entidade não-maléfica que tais como os demais encantados dos rios, das matas e demais pontos de força; teriam a faculdade de auxiliar as pessoas nos mais diversos fins. Pessoalmente, já verifiquei praticantes referindo-se à Cabra como uma entidade a quem se pode pedir coisas muito difíceis, coisas muito enroladas, com muitos obstáculos, um papel semelhante a Santo Expedito para os católicos. Considerando que a cabra é um animal célebre por transpor obstáculos considerados impossíveis, esse uso faz muito sentido. O ponto que abre este artigo refere-se a esta fasceta da entidade.

Abaixo uma demonstração da incrível habilidade das cabras de irem a locais improváveis, o que justifica seu encantamento como uma entidade para atender pedidos difíceis.

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  1. Cabra Preta como entidade de trabalho: essa nunca verifiquei pessoalmente, mas em pesquisas na internet mesmo achei eferência a um Exu Cabra Preta, inclusive com pontos cantados, como o que segue:

Auê Cabra Preta
seu cabrito deu um berro!
arrebentou cerca de arame
estourou portão do inferno!

Como umbandista e praticante também de aspectos dos cultos do Catimbó/Jurema/Encantaria, está é a linha de que posso falar com maior segurança. Posso afirmar que é uma força que existe e uma força que sim atende pedidos, distribui sua energia para bons pedidos como os demais trabalhadores da luz. Talvez a má fama da Cabra se deva ao mesmo preconceito que em diversos círculos atinge entidades como Exus e Pomba Giras.  Tudo aquilo que é pedido com justiça e sem desejo de consequências malignas para quem quer que seja, pode contar com o apoio e a força das entidades de luz, subordinadas às Leis de Pai Oxalá.

Não recomendo a quem quer que seja que se utilize da chamada Oração da Cabra Preta, uma vez que a Cabra é apenas um elemento da mesma, que é recheada de referência a outras entidades e usada pra fins malignos, na melhor das hipoteses, só vai trazer entidades negativas para lhe perturbar.

Mas se você tem uma questão (realmente) difícil de alcançar e deseja uma força - com a condição de que essa força não faça nada contra a Lei do Carma - a Cabra preta é uma entidade encantada que poderá ser de grande ajuda. Evite de qualquer forma fazer esse tipo de reza dentro de sua casa, para que não tenha problemas em ter que limpar do ambiente familiar energias densas, de preferência, faça embaixo de um pé de árvore, quanto mais fechado melhor. Se você não tiver como fazer ao menos em um quintal - se morar em apartamento por exemplo, simplesmente não faça. Proceda da seguinte forma:

  1. Firme sua mente no bem, na justiça e no amor infinito de Deus.
  2. Acenda uma vela branca.
  3. Peça que as forças de luz, sob as ordens de Pai Oxalá, ouçam seu apelo e lhe auxiliem, afirme que não deseja o mal de quem quer que seja, que apenas deseja o atendimento de um pedido, uma força que venha da luz, uma força que venha do bem.

Nota: deixe uma vela branca acesa para seu anjo da guarda dentro de casa antes de sair e fazer a oração.


Cabra Preta milagrosa
Do Codó do Maranhão
Da encantaria e da Jurema
Sob as ordens de Nosso Senhor Jesus Cristo
Eu peço que ouça o meu apelo (fazer o pedido)
Que nada me seja dado que não seja justo
Que nada me seja dado se não vier da parte de Deus
Peço uma vossa do bem
Peço uma força da luz
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

A fama de trazer coisas impossíveis da cabra preta fez como que se popularizasse como uma entidade para a qual se faz amarração, pedindo para recuperar amores perdidos. Pessoalmente, acho muito pouco recomendável, é uma força voltada a quebrar demandas, um amor quebrado pode ser tentado resolver de outras formas: adoçamento, harmonização, corte de intrigas, tudo dentro da lei do carma e sem ofender o livre arbítrio, tentar trazer alguém de volta na marra apenas prolonga um sofrimento que um dia virá.






27 de mai. de 2012

A Arte das Rezas Antigas, Benzimentos e Benzeduras





“Deus foi quem te fez.
Deus foi quem te Criou. 
Deus é quem te cura.” 
Versos comuns em rezas usadas por vários rezadores

Tenho o objetivo de escrever algumas postagens ensinando benzimentos, estando desde já criado um marcador especialmente para tal fim. Entretanto, antes de entrar na parte prática, como este blog também é voltado para a teoria, falarei um pouco sobre a teoria das rezas e benzeduras. Decidi usar perguntas e respostas por achar uma forma bastante didática de expor o assunto.

  1. O que são rezas e benzimentos?


São orações, acompanhadas de certos elementos rituais (como o uso de ramos, águas agulhas e etc) voltados a invocar a energia divina para agir sobre determinado alvo. Poderia ser feita uma separação, as rezas serem apenas orações e os benzimentos serem acompanhados de elementos rituais, porém, pessoalmente acho a separação sem sentido prático uma vez que o princípio ativo, a fé, é o mesmo.

  1. Qual a origem das rezas e benzimentos?

As rezas e benzimentos praticadas no Brasil são uma mistura de antigas tradições de Portugal, dos indígenas locais e dos negros. Mas se formos vasculhar a história, acharemos vestígios dessas práticas em sociedades bem antigas, que já usavam as mesmas plantas que os rezadores usavam, assim como também invocavam os poderes divinos para fins de cura. Considerando serem as tradições xamânicas as manifestações mais antigas de espiritualidade dos povos primitivos e que usavam rezas, plantas e outros elementos naturais para evocar energias do mundo espiritual para tratar males do corpo, da mente e do espírito, podemos dizer que os benzimentos possuem uma raíz muito antiga, se adaptando à realidade de cada sociedade no decorrer da história.

  1. Porque recorrer a benzimentos?


Estamos cercados o tempo todo por energias, sejam boas ou ruins e não podemos escapar à ação dessas energias. Um energia negativa pode afetar nosso bem estar emocional ou mental e chegar até mesmo a produzir efeitos físicos. Se você acredita na realidade espiritual, não pode negar que as energias dessa outra realidade podem nos influenciar negativamente. Portanto, precisamos de armas para nos defender de tais influencias negativas. E porque iríamos nos negar a ter acesso a um instrumento de defesa tão antigo que as forças superiores disponibilizam?

  1. Como um benzimento funciona?


Energias ruins afetam as pessoas, e isso é um fato. Elas nos afetam porque isso é a ordem natural no mundo em que vivemos, mas podemos superar isso nos apegando a energias boas. Um destes caminhos é a fé. Ao pedir com fé que a piedade divina aja sobre uma pessoa, você será ouvido. Vai depender não só da fé do rezador, mas a fé do paciente e o merecimento. Um problema de origem cármica, pelo qual a pessoa tem que necessariamente passar, não irá sumir com uma simples reza, mas a reza em si alivia o próprio carma, e portando sempre irá fazer bem.

  1. Como se tornar um rezador/benzedeiro?


É muito mais simples do que a grande maioria das pessoas pensa. Eu disse simples, e não fácil. O único elemento de que você precisa é de fé. Coloque a fé nas palavras que dirige para o alto e você estará realizando um benzimento. Você precisa acreditar no que está fazendo, confiar na providência divina. E não procure ver se os benzimentos foram efetivos, não se apegue a isso. Deus sabe quem deve ser ou não curado e devemos confiar em sua sapiência. Assim como o rezador usa o ramo, Deus usa o rezador para transmitir ao mundo a sua piedade infinita.

Em postagens futuras vamos alargar nosso conhecimento sobre benzimentos, falando de coisas como o papel dos ramos de diferentes plantas. Por fim, deixo abaixo um documentário disponível no Youtube sobre rezadeiras do Nordeste que se chama O RAMO. É um documentário muito bom que mostra a realidade de várias rezadeiras idosas e dá uma ideia muito boa de como é a prática e o estado de espírito necessário para se tornar um rezador. Muitas dessas rezadeiras levarão para o túmulo os seus conhecimentos por falta de interessados em aprender a arte. Não deixemos uma herança cultural, religiosa e mágica tão rica se perder.

O Ramo – Parte 1





O Ramo – Parte 2




Alho - Como usar em Defesa Mágica




Algumas pessoas, em especial aquelas que acham que a magia é uma coisa da velha Europa, encantam-se com a descrição de materiais mágicos que raramente encontramos por aqui. Pelos de animais, galhos de árvores e outros elementos de origem europeia. As vezes isso deve-se simplesmente a falta de estudo. E quando falo estudo não me refiro apenas a leitura. A magia está no nosso dia a dia, no conhecimento dos antigos, nas velhas rezas, velhos rituais e velhos costumes. Seja vindo de negros e índios ou de culturas dos homem branco, há conhecimentos dispersos e transmitidos de forma oral, como o caso dos benzimentos, que são genuinas manifestações da magia, muitas vezes ignoradas por aqueles candidatos a magistas deslumbrados com o que vem do estrangeiro.

Pensando nisso resolvi falar de alguns desses velhos conhecimentos, mostrando como a magia pode ser realizada com elementos do dia a dia, alguns que sempre estiveram ao alcance da mão. Hoje falaremos do alho.

O alho desde a antiguidade é visto como um gerador de proteção. Histórias sobre afastar vampiros são bastante populares. O alho é um ótimo absorvente de energias negativas, mas quais os reais efeitos do vegetal? Vou elencar aqueles que já testei.

  1. Para evitar o mau olhado de visitas sobre sua casa ou objetos pessoais, mantenha um pequeno arranjo de uma taça de vidro de sal grosso com alhos dentro, se a taça for grande o suficiente, coloque toda uma cabeça de alho.

  2. Se deseja prevenir a penetração de energias negativas em uma casa ou ambiente, espete um dente de alho em cada porta ou entrada (janela, buraco) do local. O alho pode ser espetado em um prego sem ponta ou um alfinete, de preferência o que tiver força para penetrar numa parede ou porta e ficar pregado.
  3. Para verificar se há energias de magia negra direcionadas a você, pegue alguns dentes de alho e coloque em um local com alta concentração de sua energia, (cama, gaveta de roupas íntimas), observe o estado do alho após absorver os resquícios de energias negativa presentes nesses locais. Furar o alho com um alfinete eleva a sua capacidade de absorção.

  4. Para proteger seu carro de energias ruins, coloque alguns dentes de alho em locais estratégicos: um no porta luvas. Um no porta malas e um em cada porta dianteira, ou apenas 3 no porta luvas.

  5. Se alguém colocou mau olhado em seu filho, faça com que essa pessoa aceite um dente de alho oferecido por você que ela perde a capacidade de jogar mau olhado no seu filho. Serve para quando o alvo do mau olhado é você também, isso é indicado para casos de mau olhado reincidente, quando uma pessoa sempre que lhe visita deixa seu bebê doente, por exemplo. Dê o alho de presente e se livre disso.

  6. Ande com 3 dentes de alho no bolso ou na bolsa para proteção contra vampiros psíquicos e mau olhado de forma geral. Serve para mochilas também, andar com alho de qualquer forma sempre será benéfico.

  7. Faça um círculo de dentes de alho e coloque a fotografia ou nome completo com data de nascimento de uma pessoa dentro, irá ajudar a exorcizar energias negativas entranhadas na mesma, além de prevenir o acúmulo de novas energias negativas.
Por fim, não esqueçamos que o alho tem duplo efeito, ele suga energias negativas já fixadas em você (caráter exorcista) e previne que novas energias negativas te envolvam ou te suguem (caráter protetor), associando-se a abertura de caminhos e a boa sorte também.

Sei que existem bem mais práticas relacionadas ao alho, mas prefiro colocar apenas aquelas das quais tenho referências pessoais. Poderei aumentar essa lista posteriormente e os leitores são convidados a inserir nos comentários as práticas que conhecem utilizando essa excepcional planta.